
A LDB no Artigo 26, parágrafo 2º afirma:
“O ensino da Arte constituirá componente curricular obrigatório nos diversos níveis da educação básica, de forma a promover o desenvolvimento cultural dos alunos”.
Conforme a LDB, vemos que a arte deve fazer parte do currículo de todas as turmas. Logo, realizei com alunos de 1º ano, uma atividade de releitura da obra Abaporu de Tarsila do Amaral, e conforme a proposta triangular, vista na interdisciplina de Artes Visuais, foi trabalhado com os alunos o "Fazer, ler e contextualizar", que significa explicar um pouco sobre a artista, sobre a obra e fazer alguma atividade "braçal" relacionada com o estudo feito.
Antes de estudar sobre a proposta triangular no nosso curso, eu acreditava que deveríamos apenas mostrar a obra para os alunos e pedirmos a releitura, que para mim significava apenas fazer uma cópia da obra. Porém, agora percebo que através da releitura de imagens o aluno pode expressar sentimentos adquiridos durante sua vida, além de conhecermos os valores que eles acham importantes relacionando a imagem ao mundo.
O que notei também foi uma diferença na apreciação das imagens feitas por alunos que são familiarizados com a arte e os que não são, pois a maioria está inserida em um mundo tão "feio", sem ligação nenhuma com a arte, que para eles, a arte chega a ser algo impressionante. É o que podemos perceber quando realizamos passeios à Bienal, com alunos que nunca viram nenhuma obra de arte, pois percebemos em seu olhar, a sua admiração pelo que está sendo visto.
Assim, pude entender que as construções no domínio da leitura estética dependem de muitas coisas que atuam na maneira de interagir do sujeito com seu meio, bem como Piaget já havia notado que o desenvolvimento das crianças depende das interações com o objeto do conhecimento.

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